Abandono de animais domésticos


“Animal na rua” é o termo genérico dado a qualquer animal doméstico encontrado perambulando livremente nas ruas. Ele depende dos seres humanos para a provisão da maioria de seus recursos, como alimentos, embora possa encontrá-los indiretamente dentre restos descartados. Por causa dessa dependência, esse animal é visto dentro ou perto das comunidades humanas.

Essas definições dos diferentes tipos de animais nas ruas são usadas a título de referência:

  • “Animal da comunidade” é aquele encontrado na rua mas que vive sob os cuidados de uma comunidade específica.
  • “Animal feral” é o que vive e se reproduz à margem da sociedade humana, evitando  a proximidade das pessoas.
  • “Animal com guardião” muitas vezes é deixado solto nas ruas. É muito comum ter livre acesso às ruas, sem o devido monitoramento de seu responsável. Muitas pessoas soltam seus animais para dar uma “voltinha”, urinar e defecar fora de suas casas. Também, muitas vezes, esses animais são de casas que não têm muro ou portão e fazem das ruas a extensão dos seus quintais.
  •  “Animal abandonado” é o que não tem dono nem é cuidado pela comunidade e geralmente tem um ciclo de vida muito curto pois lhe falta alimentação adequada e vacinas. Fica vulnerável às intempéries, tornando-se debilitado e dessa forma seu sistema imunológico enfraquece, aumentando a probabilidade de adoecer.


Por que os animais nas ruas são um problema?

Os animais nas ruas têm o potencial de se tornar um problema por muitas razões:

  • Disseminam doenças que eventualmente são transmitidas aos humanos e a outros animais (como, por exemplo, a raiva);
  • Podem causar acidentes de tráfego;
  • Atacar pessoas;
  • Danificar propriedades e poluir o meio ambiente.

Há também a questão do bem-estar dos próprios animais nas ruas: doenças, fome, agressões entre si e perseguição pelos seres humanos na forma de maus-tratos, envenenamento, abuso e métodos cruéis de morte.


De onde vêm os animais nas ruas?

Quando se aborda a questão dos animais nas ruas, é imprescindível considerar a sua origem para que ela seja trabalhada. Deve se levar em consideração ainda a guarda/posse irresponsável de animais, reprodução e comércio descontrolados e a capacidade de lotação do ambiente.